XALE, UMA PEÇA QUE NUNCA SAI DE MODA

FOTO/ REPRODUÇÃO TUMBLR EDIÇÃO KBOLIVEIRA

O xale é uma peça, do vestuário feminino, de forma triangular e que está fazendo o maior sucesso neste inverno de 2018, com tudo para reinar na próxima primavera. O xale deixou de ser peça exclusiva do armário da vovó porque, neste ano, conquistou adolescentes, jovens e até lindas celebridades internacionais. As moças estão usando esta peça de várias maneiras: sobre os ombros com pontas presas ou amarradas por meio de broches e até mesmo com nós protegendo a cintura.

Arqueólogos comprovaram que esta roupa surgiu na Idade da Pedra e que era feita com peles de animais. Na Antiga Grécia esta peça passou a ser confeccionada com outros materiais como símbolo de feminilidade e maternidade.

Para os povos antigos o xale representava a conexão com a Mãe-Terra. Pois as três pontas do xale triangular significam uma família simples: mãe, pai e filho. Quando esta peça acompanha franjas embaixo é sinal que elas significam nossos sonhos porque eles são extensões das nossas famílias. As parteiras celtas colocavam um xale nas cabeças das gestantes, enquanto elas davam à luz. As mulheres Incas utilizavam seus xales presos por um broche chamado Tupus. Este acessório possibilitou aos arqueólogos a identificação de estátuas ou múmias como sendo do gênero feminino. Quando os índios americanos retornaram aos ensinamentos de seus ancestrais, chamaram este movimento de Tomada do Xale porque voltaram a estudar as próprias raízes familiares. Sem falar que o xale é símbolo tradicional da Rússia junto com pão de mel, pintura e renda. No século dezoito o xale feito com lã de cabras aquecia as russas, no inverno, que por baixo desta peça usavam roupas finas.
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Quando uma mulher precisa ir bem vestida a uma festa. Porém deseja revelar a sua roupa só no clímax do evento, ela chega à festa vestindo um xale que cobre todo o seu vestido. Assim quando o evento chega ao ápice, ela retira o xale e mostra sua veste especial. Esta é uma forma positiva de trabalhar com o elemento surpresa.

Nas Danças Flamenca e Cigana, quando uma moça deseja bailar como um anjo, ela usa roupas escuras com um xale claro. Pois, de acordo com os movimentos do balé, o público pode ter a impressão de que o xale transformou-se em asas e a dançarina virou um querubim.

Portanto, vale a pena uma mulher usar o xale, principalmente, quando ela deseja se conectar com o sagrado feminino e trabalhar com o elemento surpresa.

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