COMO PREVENIR E COMBATER O BULLYING

FOTO/ REPRODUÇÃO FILME "MEU NOME É TAYLOR, DRILLBIT TAYLOR"
Bullying é o nome que se dá para a violência física e psicológica que ocorre dentro das escolas, onde geralmente um grupo dominante escolhe uma vítima frágil para atormenta-la através de apelidos e toques físicos desagradáveis.

A palavra bullying apareceu na Noruega, nos anos 80, e tem raiz na palavra inglesa bully, que quer significa ameaçar, intimidar, amedrontar, tiranizar, oprimir e maltratar. Já, o termo bullier significa valentão. O primeiro a relacionar o termo ao problema foi o Doutor Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega. Ao analisar as tendências suicidas entre jovens, Olweus descobriu que a maioria desses adolescentes havia sofrido algum tipo de preconceito e que, portanto, bullying era um problema a ser combatido.

Os tipos de bullying são:

- Físico: quando os colegas empurram, beliscam, mordem, socam, atiram bolinhas de papel e ameaçam com aquela famosa frase que foi até tema de filme: “Pego você lá fora!”.

- Verbal: aparecem quando os conhecidos colocam apelidos que muitas vezes vem de alguma diferença física que a pessoa tem. Exemplos: quando chamam a menina obesa de baleia.

- Homofóbico: Acontece quando alguém é discriminado pela sua orientação sexual, ou, simplesmente por ter características que são mais comuns no sexo oposto. Por exemplos: quando chamam um garoto sensível de “veado”, ou, quando apontam uma menina rústica e gritam a palavra “sapatão” em sua direção. Infelizmente, muitas vezes, quem sofre este tipo de discriminação é vítima de violência física também.

- Material: quando os colegas quebram ou roubam o material escolar da pessoa que sofre discriminação.

- Xenófobo: ocorre quando alguém é discriminado por causa da região onde nasceu.

- Psicológico: acontece quando isolam ou excluem alguém na sala de aula, simplesmente, ignorando a fala, a aproximação do estudante ou não querendo fazer trabalhos em grupo com ele.

- Virtual: é o bullying que acontece nas redes sociais. Por exemplo: quando criam um grupo chamado “Odeio o Fulano”.

- Sexual: é feito através de violências como estupros e abusos.

- Religioso e de Costumes: ocorre quando o estudante é discriminado por causa de sua religião ou convicções. Exemplos: quando chamam o umbandista de macumbeiro, o evangélico de crente ou quando caçoam da menina que sonha em casar virgem.

Já sofri bullying na adolescência. Até 1988, quando eu tinha quatorze anos, morava em uma cidade grande. Mas no ano seguinte minha família foi transferida para uma cidade do interior do Paraná com apenas 5000 habitantes.

Lá foi difícil me adaptar porque as pessoas eram muito fechadas. Naquela época eu era obesa, tinha o estilo rústico, não tinha dinheiro para frequentar salões de beleza e nem para comprar cosméticos. Minha mãe sempre foi doente e nunca teve como me ensinar a ser feminina. Sem falar que eu era tímida e tinha dificuldade em me aproximar dos meninos com medo de rejeição. Assim eu não conseguia “paqueras” e muito menos namorados. Desta maneira começaram os boatos sobre minha sexualidade. Quando eu passava, algumas colegas cantavam aquela música do Chacrinha para mim: “Maria Sapatão, Sapatão, Sapatão...”. Alguns conhecidos também me chamavam de baleia, Rolha de Poço e Elefanta. No dia do amigo secreto me deram uma cueca suja com a palavra “sapatão” escrita em esmalte vermelho.

Nos trabalhos em grupo, por mais que eu escrevesse bem, ninguém queria fazer comigo e ainda falavam: “Não quero fazer trabalhos com a ‘sapatão’ da turma”. Naquela época entrei em depressão profunda.

Mas, hoje, há formas de evitar o bullying em sala de aula. Se você for mãe de aluno, pesquise se na escola há casos de bullying. Este estudo pode ser feito entre os próprios pais de alunos e até mesmo na Internet. Observe o comportamento do seu filho. Se ele mudou seus hábitos sem motivos aparentes, converse com ele sobre o que está acontecendo no colégio. Também é importante participar das reuniões de pais, conversar com diretores e coordenadores. Pergunte à direção se existe alguma política de combate ao bullying na instituição.

Se você é professor, fale sobre o bullying e suas consequências com os alunos. Também é interessante que a escola traga palestrantes para falar sobre o assunto. Ao observar alguma atitude discriminatória na escola converse com os alunos envolvidos e encaminhe o caso à orientação pedagógica.

Se você é aluno e sofre bullying, a primeira atitude a fazer é comunicar o caso à coordenação pedagógica da escola e pedir conselhos ao orientador educacional. Também converse, sobre o assunto, com seus pais em casa. Em sala de aula, procure sentar sempre nas carteiras da frente porque os alunos que sentam nestes lugares são aqueles que estão, realmente, interessados em estudar. No recreio procure lugares como a biblioteca da escola, onde há alunos que, realmente, querem ser alguém na vida. Também evite discussões quentes na Internet. Não se esqueça que grandes personalidades já sofreram bullying no colégio, como na lista abaixo:

- Kurt Cobain: sofria preconceito por ser o faxineiro da escola. Mais tarde se tornou um músico famoso.

- Gisele Bundchen: caçoavam por causa de seu nariz e sua altura. Hoje é uma das modelos mais bem pagas do mundo.

- Fafá de Belém: riam por causa do grande volume de seus seios. Hoje, é uma das melhores cantoras do Brasil.

- Pablo Vittar: sofreu bullying por ser sensível e delicado. Agora é um dos artistas que está em mais evidência.

- Bill Gates: era caçoado por ser nerd. Hoje, é um dos homens mais ricos e inteligentes do mundo.


A escola precisa garantir um ambiente seguro aos alunos e combater o bullying é o primeiro passo.


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3 COMENTÁRIOS :

  1. Muito o texto da Lu! Eu também fui vítima de bullying e sei da importância do tema. Parabéns, pessoal!

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  2. Adorei o post. Que o bullying não possa interferir em nossas vidas. Não conhecia a história desses muitos artistas e famosos.

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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