LENDAS CURITIBANAS DA AUTORA LUCIANA MALLON TRAZENDO O MELHOR DOS CAUSOS

FOTO/ REPRODUÇÃO ARQUIVO PESSOAL DA AUTORA
Meu nome é Luciana do Rocio Mallon: pesquisadora de causos, bailarina folclórica e repentista. Escrevi o livro “Lendas Curitibanas” pela editora Instituto Memória. Porém pesquiso causos do universo inteiro.

O livro Lendas Curitibanas, aborda causos misteriosos da capital do Paraná desde a época que ela se chamava Vila de Nossa Senhora da Luz até os dias atuais.

Eu gosto de causos misteriosos desde os seis anos de idade porque meus parentes tem o hábito de conta-lós para as crianças. Aos onze anos, de idade, encontrei um tipo de porão que havia na casa da minha avó materna. Um dia entrei às escondidas lá e descobri que meu falecido bisavô Eugênio Torres, pesquisava os mitos da cidade de Curitiba. Em 2002, com medo de que estas estórias ficassem somente entre minha família, decidi postar algumas na Internet, ao mesmo tempo, que eu pesquisava outros causos. 

Muitas pessoas perguntam o porquê eu corro atrás das lendas urbanas do Paraná. Então eu respondo assim: há vários motivos para eu pesquisar estas estórias, tudo porque atrás de um causo há um pingo de verdade e muitas vezes esta verdade possui uma razão histórica. Afinal resgatar lendas é uma maneira de pesquisar a História do lugar e passa-la de geração em geração de uma forma divertida e não monótona; diferente de como muitas vezes acontece dentro de uma sala de aula. Outro fator que me leva a estudar as lendas urbanas do Paraná é que estas estórias possuem o dom de elevar a autoestima das pessoas do lugar. Infelizmente o Paraná é o único estado do Sul do Brasil que ficou sem símbolo definido. Afinal o Rio Grande do Sul tem como representante o homem com típicas roupas de gaúcho e Santa Catarina tem como símbolo o casal vestido com roupas alemãs. E o Paraná? O que tem como símbolo? Seria a araucária? Seria a Gralha Azul? Ora conforme vamos resgatando as suas lendas é que poderemos chegar ao seu símbolo ideal. 

Antigamente as pessoas de uma determinada região possuíam uma autoestima elevada. Pois, naquela época, havia o costume dos seres se reunirem em torno de uma fogueira para escutarem a matriarca que contava lendas. Infelizmente, pouco a pouco, esta tradição perdeu–se e é preciso resgata-la de alguma maneira. 

Através deste texto é possível concluir que as lendas urbanas são pistas históricas importantes para o estudo de uma região. 

Os textos, de minha autoria, que não estão no livro, se encontram nas páginas Lu Lendas e Poesias e Lendas da Tia Luciana

Escrevo lendas do mundo inteiro. Além de ser repentista, bailarina folclórica e voluntária cultural. Também trouxe a Vesteterapia, estudo místico através das roupas, para o Brasil.

Minha formação é Magistério, pelo Colégio São José, e Letras pela UFPR.


2 comentários:

  1. Que preciosidade! Acabei lembrando das lendas da cidade da minha mãe (Jaguaripe, interior da Bahia) com suas bolas de fogo em cima do manguezal e o cavaleiro da porta do cemitério. Lembrei tbm das de Recife, cidade onde minha irmã mora atualmente, como a menina do nariz de algodão e o galeguinho do coque. Na verdade ela mora em Jaboatão que é região metropolitana, mas tá valendo. Aqui da minha cidade, Salvador, lembro da mulher de roxo. Fiquei querendo pesquisar outros causos daqui... No mais, vou conferir os links que você deixou.

    Super beijos,
    Missmoon | Studio Criativo
    Moda, Livros, Tarot e Cotidiano - Por Neila Bahia
    Blog ♥​ Shop ♥​​ Instagram​

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa tarde! Obrigada! Que legal! Aqui, em Curitiba, também tem a Lenda da Mulher de Roxo. Mas a Loira-Fantasma, Maria Bueno, Gato Bóris e Gato Kiko são as lendas que agitam a cidade.

      Excluir

Tecnologia do Blogger.